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segunda-feira, 16 de setembro de 2019
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
Seremos lembrados como a “Era do plástico”?
Seremos lembrados como a “Era do plástico”?
Os depósitos plásticos aumentaram no pós-guerra e vem dobrando desde então.
Por: Marcia Sousa
10 de setembro de 2019
Em maio deste ano, o mundo tomou conhecimento de que há plástico até na Fossa das Marianas – o ponto mais profundo do planeta Terra. A notícia causou espanto, mas a verdade é que sabemos muito pouco sobre a dimensão da poluição plástica nos oceanos. Um estudo do Instituto de Oceanografia, da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), revela que o plástico sintético está poluindo nosso registro fóssil.
A pesquisa examinou quase 200 anos de sedimentos costeiros na Bacia de Santa Bárbara, na Califórnia, onde há quase total ausência de oxigênio. Por lá, as camadas sedimentares estão impregnadas por micropartículas – possivelmente oriunda das águas residuais que chegam nos oceanos. Os cientistas conseguiram analisar sedimentos datados de até 1843.
Apesar da maioria dos plásticos terem sido inventados na década de 20, os depósitos de plástico aumentaram no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e começaram a dobrar a cada 15 anos. Também foram sendo diversificados os tipos plásticos.
O aumento corresponde a um aumento na taxa de produção de plástico em todo o mundo e o crescimento da população costeira da Califórnia.
Os microplásticos mais encontrados foram tecidos sintéticos de vestuário. O que mostra que talvez estejamos subestimando os fiapos que são liberados durante as lavagens de roupa. Outro tipo encontrado foi o plástico filme, muito usado nas cozinhas e nos aeroportos.
“É ruim para os animais que vivem no fundo do oceano: recifes de coral, mexilhões, ostras e assim por diante”, afirmou a líder do estudo Jennifer Brandon. “Todos aprendemos na escola sobre a idade da pedra, a idade do bronze e a idade do ferro – essa será conhecida como a era do plástico? É assustador que será por isso que nossas gerações serão lembradas”.
À medida que mais estudos surgem fica cada vez mais evidente e mais comprovado que os plásticos estão presentes em tudo. A pesquisa oceanográfica é importante, apesar de, muitas vezes, não ter tanta atenção da sociedade. “Sabemos que os mares exercem uma função-chave para a nossa existência. Sua imensidão, porém, é menos investigada do que a superfície da Lua”, disse certa vez Marcio Weichert, coordenador do Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo.
A opção por reduzir o uso de plástico no cotidiano certamente é válida, mas será preciso ações bem mais amplas e estruturais para mudar o rumo que a humanidade tomou. Confira o artigo Parece absurdo, mas comemos e respiramos microplásticos diariamente. Estudo completo em inglês.
Saiba mais em: https://ciclovivo.com.br/
TEXTO:
Jornalista aparelhada para gostar de passarinhos. Tem interesse por mais assuntos do que é capaz de acompanhar. Aqui escreve sobre infinitas possibilidades de tornar o mundo um pouquinho melhor.
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
Animais abandonados: de quem é a responsabilidade?
Os motivos por trás do abandono de um animal de estimação
Dividir a vida com um pet costuma melhorar a qualidade de vida das pessoas em muitos sentidos: reduz a sensação de solidão, favorece as relações sociais, ajuda a manter a forma, incentiva o sorriso etc. E, apesar de tudo isso, na Espanha, durante o ano de 2010, aproximadamente 109 mil cachorros e 36 mil gatos foram abandonados. Por quê?
EXTRAÍDO DO BLOG AFFINITY PETCARE
https://www.affinity-petcare.com/br/os-motivos-por-tras-do-abandono-de-um-animal-de-estimacao
EXTRAÍDO DO BLOG AFFINITY PETCARE
https://www.affinity-petcare.com/br/os-motivos-por-tras-do-abandono-de-um-animal-de-estimacao

Convivência
Muitas pessoas aproveitam a companhia de um animal de estimação e não pensariam nem por um segundo na possibilidade de se desfazer do seu cachorro ou gato, que, frequentemente, é considerado como parte da família. Entretanto, a convivência entre pessoas e animais nem sempre é um sucesso e em alguns casos a relação fracassa: durante 2010, só na Espanha, foram recolhidos aproximadamente 109 mil cachorros e 36 mil gatos. E se para um proprietário pode ser difícil abandonar um pet, para o animal, o abandono é o começo de um caminho muito difícil que tem um final feliz na forma de adoção só para 45% dos cachorros e 38% dos gatos. O resto dos animais continuará vivendo nas associações protetoras, onde o ambiente desconhecido, a mudança repentina da rotina e o isolamento do grupo social do animal podem significar um grande estresse.
Estudo
Mas por que tantos cachorros e gatos acabam ficando em abrigos e associações protetoras? É válido perguntar, principalmente, quando se tem em conta a quantidade de benefícios que os pets oferecem para o bem-estar físico e mental das pessoas, além da expectativa de muitos futuros proprietário de que o cachorro ou gato acabará sendo um fiel companheiro de vida e um amigo. Aliás, a resposta dessa pergunta representa o primeiro passo para planejar medidas que ajudam a reduzir ou erradicar o abandono dos animais de estimação. Com essa finalidade, desde 1988, a fundação Affinity realiza periodicamente um estudo que estima a quantidade de animais abandonados na Espanha e que analisa o perfil dos animais recolhidos, das pessoas que os levam para os abrigos e dos centros que os recebem.
Motivos
Segundo o último estudo realizado em 2010, os principais motivos de abandono de cachorros e gatos foram: ninhadas inesperadas (14%), mudança de casa (13,7%), fatores econômicos (13,2%), perda de interesse pelo animal (11,2%) e comportamento problemático do animal de estimação (11%). Entre os motivos menos frequentes temos: fim da temporada de caça (10,2%), alergia de algum membro da família (7,7%), nascimento de um filho (6,4%), internamento ou morte do proprietário (3,5%), férias (2,6%) ou o medo de pegar toxoplasmose durante a gravidez (2,4%).
Incompatibilidade
Esses motivos tendem a mudar com o tempo e são diferentes dos estudos anteriores. Os dados de 2010 indicam um aumento nos fatores econômicos e uma diminuição dos motivos relacionados com a perda de interesse, o fim da temporada de caça e o medo de toxoplasmose. Entretanto, o abandono continua apontando para uma incompatibilidade entre alguns proprietários e alguns pets, para um desconhecimento sobre as implicações práticas de viver com um animal e, em alguns casos, para expectativas equivocadas sobre o comportamento normal de um cachorro ou gato.
Sensibilização
Mesmo estando muito longe de erradicar o problema, as campanhas de sensibilização da população contra o abandono dos animais começam a fazer efeito. Cada vez mais as pessoas tentam escolher um pet que se “encaixe” melhor ao seu estilo de vida e, antes de adotar, consultam profissionais do setor para ter expectativas realistas sobre a dedicação que o animal de estimação precisará em termos de tempo e dinheiro.
Conselhos
De fato, se você estiver avaliando a possibilidade de adotar um pet e quiser definir as bases de um relacionamento duradouro e feliz, talvez se interesse pelos conselhos elaborados pela Fundação Affinity para evitar o abandono de animais:
A decisão de ter um animal deve ser tomada em família, dividindo as diferentes tarefas e responsabilidades entre todos os membros dela.
É preciso informar-se e decidir que tipo de animal melhor adapta-se as suas necessidades, gostos, estilo de vida e tamanho do lar: cachorro, gato ou outro tipo de pet; macho ou fêmea; filhote ou adulto; no caso de cachorros, pequeno, médio ou grande porte...
Ensinar ao animal, principalmente no caso dos cachorros, os comandos básicos de adestramento. Dessa maneira, a convivência será mais fácil e você aproveitará mais a companhia do seu pet.
Informar-se com o veterinário sobre a esterilização para exercer não só o papel de dono responsável, mas também uma "paternidade responsável" e evitar as ninhadas não desejadas.
Se deseja saber mais sobre o abandono, acesse os links a seguir.
https://www.fundacion-affinity.org/sites/default/files/EstudioAbandono2010.pdf?_ga=2.22062523.1801183064.1567896927-945828279.1567896927
https://www.fundacion-affinity.org/sites/default/files/EstudioAbandono2010.pdf?_ga=2.22062523.1801183064.1567896927-945828279.1567896927
https://anda.jusbrasil.com.br/
Animais abandonados: de quem é a responsabilidade?: Voluntários e poder público pedem engajamento da sociedade na tentativa de amenizar a situação.
Animais abandonados: de quem é a responsabilidade?: Voluntários e poder público pedem engajamento da sociedade na tentativa de amenizar a situação.
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